terça-feira, 29 de novembro de 2011

Exercício referente à nota parcial, da cadeira Novas Tecnologias, ministrada pelo professor Dario Brito

Aluna: Maiara Melo
Matrícula: 201012122-4

·        Copiar e colocar no blog um exemplo de falta de ética e comentar. Mínimo 100 palavras.

A reportagem mostra a prisão de Maicon Wallace e Jeferson Inácio, os dois com 18 anos, flagrados com drogas, no Ibura. Apesar de se tratar de uma questão séria, o caso é relatado de maneira cômica, principalmente por ser uma notícia policial e de gosto popular. Um exemplo é a trilha sonora, tema da dupla Batman e Robin, que serve como plano de fundo, para ironizar a declaração de um dos acusados. A ética no jornalismo exige do profissional, certo tipo de conduta, já que o jornalista, por vezes, é o portador da opinião pública e formador de opinião, e a dimensão exagerada concedida a notícias desse tipo, acaba por fugir do verdadeiro objetivo, que é transmitir a notícia clara e objetivamente.

·        Fazer uma matéria utilizando uma foto tirada com seu celular. No mínimo 100 palavras.



Um dos poucos cartões-postais da cidade de São Lourenço da Mata foi retirado há pouco mais de cinco meses, pela própria prefeitura. As luzes que, além de garantirem a segurança dos que passam todos os dias pelo viaduto, também serviam como parte da decoração e atrativo para quem visitava o município. Depois que a os suportes e cabos foram montados, os dois prefeitos que assumiram a administração de São Lourenço, acabaram por abandonar a estrutura, que não recebia manutenção regularmente. O corrimão que segurava os cabos, com o passar dos anos, oxidou e começou a ceder. A única solução, de acordo com o atual prefeito, Éttore Labanca, foi retirar toda a estrutura e recuperar a ponte. O problema, porém, foram as poucas luzes que, desde então, fornecem pouca luminosidade para o local.

·        Fazer um desabafo de fim de período. No mínimo 150 palavras.

Se me pedissem pra resumir o quarto período, do curso de jornalismo, da Universidade Católica de Pernambuco, em uma palavra, seria: desespero. Perdoem-me o exagero, mas foi. O que eu ouvi de gente falando em sair do curso por causa disso, e daquilo outro, não está no gibi. Vivemos momentos deprimentes, convivemos com alguns professores desestimulantes, além de todos os fatores externos, que poucos levam em consideração, mas que nos atrapalham, e muito. Exigiram mais do que podíamos dar, mais do que a Católica podia oferecer e até mesmo, mais do que o necessário. Aí bateu o desespero, mesmo! Todo mundo se virando do jeito que podia, se decepcionando com quem não ajudou e, pior, atrapalhou. E quem tenta dar o melhor de si, e mesmo assim falha, sabe que o fracasso faz parte do caminho, até por que não teria a menor graça se esse curso só nos trouxesse vitórias. Apesar dos pesares, valeu. Valeu viver o Intercom, as palestras, ver os documentários, falar mal dos professores pelos corredores do bloco A, valeu ver que nunca mais vou ter o desprazer de conviver com alguns e, valeu ter a certeza que vou ter sempre ao meu lado outros. Desespero, não. Aprendizado é melhor. Aprendi da pior forma, que é o melhor jeito de se aprender algo.

·        Fazer um relato estilo jornalismo participativo (pode ser qualquer coisa) sendo você o jornalista mediador que recebeu uma informação de alguém. Tamanho livre.

Os benefícios que a Copa do Mundo trouxe para a Região Metropolitana do Recife (RMR) são indiscutíveis. Com a aproximação do evento, os investimentos e obras começam, finalmente, a serem observados. A duplicação da BR-408, por exemplo, que passa pela “Cidade da Copa”, como está sendo chamado o município de São Lourenço da Mata, trouxe melhorias pra quem precisa pegar a estrada que liga a capital pernambucana, ao interior do Estado. Como é o caso do estudante de direito Nylo Nunes, que, todos os dias, segue pela estrada até o Recife, onde fica a faculdade onde estuda. “A duplicação só traz melhorias. Mais segurança, um fluxo mais livre, as estradas estão novas e, com isso, mais tranquilidade.” Além da duplicação, o governo do Estado promove vários projetos de melhoria, principalmente, na mobilidade. Como exemplo, o novo terminal de metrô Cosme e Damião, e, mais recentemente, as melhorias dos corredores Norte/Sul e Leste/Oeste.

Informações: Nylo Nunes, estudante de direito.

·        Fazer um artigo referente ao jornalismo nas redes sociais. No mínino 100 palavras.

As redes sociais caíram no gosto da população mundial. Conectando milhares de pessoas do mundo inteiro, esse novo meio de comunicação permite velocidade, dinâmica e informação, tudo ao mesmo tempo e em frações de segundo. O método pode e vem sendo utilizado como, também, um meio jornalístico. Podemos citar, como exemplo, jornais impressos que liberam em suas páginas, nas tais redes, parte do conteúdo que sairá no outro dia, nos jornais. Marketing ou não, é uma ótima maneira de estimular os leitores. Além disso, existem aqueles jornalistas independentes, que possuem os seus blogs e divulgam os links que ligam os conectados, direto à página. Tudo parte de uma nova tecnologia que, quando usada conscientemente, traz benefícios para quem publica e para quem ler.

sábado, 8 de outubro de 2011

O Clube das Pás

Do salão às ruas do Recife, a casa mostra a sua história através dos relatos de quem a vive intensamente



O Clube das Pás representa um dos mais tradicionais espaços de gafieira do Estado de Pernambuco; e, além dos frevos de Carnaval, sua orquestra toca rumbas, salsas, merengues, forrós, tangos, boleros e sambas. Localizado no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife, o clube é conhecido e frequentado há muitas gerações. Foi citado em alguns frevos, a exemplo de Voltei Recife, música composta por Luís Bandeira, que veio enriquecer o folclore do Nordeste brasileiro.

Com 123 anos de história, o clube tem como padroeiro São José, um dos santos mais populares da Igreja Católica, tendo sido proclamado por ser, também, padroeiro dos trabalhadores e das famílias. O respeito é a ideia principal defendida pelos que frequentam e pelos que fazem o local. Há 40 anos, Marly Ribeiro é a presidente social do Clube e garante que, apesar de ser frequentado por “casais proibidos” designação para os amantes , é um lugar para pessoas trabalhadoras e de bom caráter. “Aqui a turma vem e se diverte do jeito que quer”, afirma. “Agora tem uns casais ‘proibidos’ que não gostam de aparecer.” 

Marly Ribeiro

Os anos de história trouxeram muitas glórias para dentro do salão. Logo na entrada são orgulhosamente exibidos os troféus e prêmios conquistados, dos mais diversos tipos e categorias. O último foi de um concurso promovido pela prefeitura da cidade, dentro do Carnaval Multicultural do Recife, no qual o Clube das Pás ganhou o primeiro lugar no quesito Fantasia. Outros prêmios, como o recebido pela revista Veja – Recife, em que a casa foi considerada, em 2005, como a melhor da cidade no Destaque Gastronômico, podem ser encontrados nas prateleiras que ostentam as vitórias das Pás.

A diversão não fica só em Campo Grande. Todos os domingos de Carnaval, o bloco leva o nome da instituição para a avenida Dantas Barreto, no centro do Recife, desfilando suas fantasias e erguendo o seu estandarte, evidenciando folhas de acanto e elementos barrocos, o monograma do clube, além de franjas e pingentes dourados. Observam-se,  também, duas máscaras e uma boneca fabricada em porcelana francesa.



A casa funciona nas segundas, sextas, sábados e domingos, em horários variados. Nas terças, quartas e quintas-feiras, o clube pode ser alugado para festas e eventos, com um valor que varia entre R$ 700 a R$ 3 mil. Quem quiser acompanhar a programação da semana pode acessar o site http://www.clubedaspas.com.br/ ou através do telefone (81) 3074.9000.



Uma década de amor ao clube

Casais como Dacy e Ramos, frequentadores assíduos do Clube das Pás, compõem a parte romântica do ambiente

Dacy e Ramos
Amantes, namorados, noivos, casados. Não importa o grau do relacionamento, o salão sempre está repleto de casais que dançam ao som das mais românticas músicas de gafieira. A orquestra toca os ritmos que embalam as noites de quem tem fôlego para aguentar uma maratona musical; e, até quem vai desacompanhado, logo arruma quem queira aproveitar a noite em grande estilo.


Entrevista com Dacy, sobre o Clube das Pás, na última sexta-feira (7):
Áudio da entrevista

Dacy de Andrade é professora de português, tem 52 anos, e há dez frequenta o Clube das Pás ao lado do marido, Severino de Andrade, mais conhecido como Ramos, de 56 anos. Os dois sempre vão juntos ao salão e não perdem a oportunidade de se divertir durante a semana. “O preço é bom, o ambiente é bom, a banda da casa é excelente e já fomos para outros lugares, mas é sem comparação”, afirma. “Você não tem medo de nada. Você brinca na paz. Eu acho que o mais importante é isso, você ter tranquilidade pra se divertir”, completa.

As músicas agradam a todos, dos mais novos aos mais velhos, mas a preferência ainda continua sendo os estilos musicais como a cumbia e o bolero, além do brega. “De Mamonas assassinas a Raça Negra, tem de tudo. Anos atrás eram mais coroas, mas hoje não se vê essa coisa de idade”, continua Dacy, que é cliente fiel e vê o respeito à diversidade como a principal característica dos que frequentam o Clube das Pás. “Não há limites. Aos domingos, por exemplo, você sempre encontra um rapaz de muletas, que dança a noite inteira”, conclui.


Muita vontade de cantar de tudo um pouco 

Todas as noites de baile, a casa conta com a apresentação da Orquestra Clube das Pás, responsável por garantir a diversão de quem está no local. Jorge Costa é vocalista e guitarrista, e há seis anos faz parte da formação oficial da banda. Acompanhe abaixo o vídeo da entrevista:

Cada integrante ganha um salário mínimo por mês. O cantor conhecido como “Folha – Temporal do brega”, está na formação há sete anos e sente muito orgulho do que faz. “Eu trabalho por fora, pra ganhar um dinheiro extra e, nas segundas-feiras, eu promovo a Segunda da Boa Idade”, explica. “É muito prazeroso. Eu gosto do que faço.”

Folha - Temporal do Brega

As histórias da história: As mentiras que fazem parte das noites do Clube

Toda gafieira que se preze tem no ar o cheiro da malandragem, proteção, exposição a situações surpresas, elegância e ritmo. Os mais diversos personagens, que muitos pensam existir só em novelas, na vida real frequentam as noites envolventes oferecidas por este tipo de espaço. No Clube das Pás, o que não falta são histórias divertidas e muitas vezes trágicas. Quem trabalha no local carrega na bagagem de vida um pouco desses momentos.

Rodrigues
É o caso de Severino da Silva Rodrigues, Seu Rodrigues, que há seis anos ocupa a função de segurança do local. Toda noite, causos e contos se passam no salão do clube. História é o que não falta para contar. “Uma senhora estava dançando com um homem e outra pessoa de longe estava fotografando. Um certo momento ele se aproximou do casal e falou ‘muito bonito!' e a mulher desmaiou. Era o marido dela”, conta, entre risos.

Para garantir uma noite de diversão vale tudo, e tem até quem se apegue à fé praa comparecer aos bailes. “A gente vê de tudo. Um homem diz que é pastor e todo domingo vem pra cá, praa Igreja das Pás. E tem uma ‘irmã’ que diz em casa que vai pra o culto e vem cultuar por aqui”, fala Rodrigues que, apesar das surpresas que acontecem, garante que o lugar é tranquilo.

Entre mesas e cantadas

Os homens solitários que frequentam os bailes do Clube, muitas vezes saem à procura de uma boa companhia. Quem pensa que eles se prendem apenas às mulheres que estão no meio do salão ou sentadas nas mesas, está redondamente enganado. As garçonetes são alvos fáceis, já que estão sempre em contato com a clientela.

Kely
Entre uma canção e outra, uma entrega de cerveja em uma mesa, lá vem a cantada. Jaqueline de Medeiros, mas conhecida como Kely, trabalha há sete anos como garçonete, e já perdeu as contas de quantas propostas já recebeu durante esse tempo. “Muitos me perguntam quanto eu ganho em uma noite e me oferecem o dobro e até o triplo para acompanhá-los depois do baile”, fala. “Eu dou uma desculpa de que sou casada, mas eles respondem que não têm ciúmes”, afirma Kely, que continua a usar aliança, mesmo depois de separada, só para evitar o assédio.

Os passos pra encontrar a cura
Dona Ana
A dança ultrapassou as barreiras do exercício físico e hoje é considerada como um ótima atividade para o tratamento de várias doenças. A prova de que isso dá certo é a dona de casa Ana Fernandes Vieira, de 75 anos. Há quase dez anos, ela passou por uma cirurgia no coração e achou no salão do Clube das Pás o melhor remédio. “Eu me curei dançando aqui, ao som da Orquestra das Pás”, afirma.

Há três meses, ela foi submetida a um cateterismo e uma angioplastia, que não foram desculpas para que ela parasse de frequentar o local. Mãe de cinco filhos, Dona Ana fala com orgulho de como é independente e disposta. “Eu sou bisavó, avó e mãe. Meus cinco filhos são formados e todos trabalham. Meu marido fica em casa, ele não tem ciúmes, me deixa vir sozinha mesmo. Meu genro me traz e eu vou de táxi. Moro lá no Ipsep”, disse Ana, que mostra a todos como dançar sozinha no meio do salão. “Aqui todo mundo é jovem. Eu sou jovem”, completa.

FOTOS







VÍDEO


Serviço:

CLUBE DAS PÁS DOURADAS

Rua Odorico Mendes,
Campo Grande, Recife-PE,
Cep: 52031-080

Telefone: (81) 3074.9000
Email: clubedaspas@clubedaspas.com.br

sábado, 17 de setembro de 2011

A história do Clube das Pás





O Clube das Pás representa o mais tradicional espaço de gafieira do Estado de Pernambuco; e, além de frevos de Carnaval, sua orquestra toca rumbas, salsas, merengues, forrós, tangos, boleros e sambas. Localizado no bairro de Campo Grande, o clube é conhecido e frequentado há muitas gerações. Foi citado em alguns frevos, a exemplo de Voltei Recife, música composta por Luís Bandeira, que veio enriquecer o folclore do Nordeste brasileiro.

A sua história começa no primeiro dia do Carnaval de 1887, no Porto do Recife, onde um navio inglês estava atracado aguardando o carregamento de carvão e alimentos. Faltava mão de obra, e estava difícil de encontrar carvoeiros que abastecessem a embarcação. Sem alternativa, a agência do navio ofereceu uma quantia maior de dinheiro àqueles carvoeiros que aceitassem trabalhar. E, somente assim, o navio pôde ser carregado e zarpar dentro do horário previsto.

Bastante felizes com o montante recebido, os carvoeiros foram comemorar no Clube dos Caiadores. Lá, entre uma dança e outra, decidiram criar o Bloco das Pás de Carvão. Entre os fundadores estavam: Francisco Ricardo Borges, Manoel Ricardo Borges, João da Cruz Ferreira e João dos Santos. E, para a sede do Bloco, compraram, por seis mil cruzeiros, um terreno de propriedade do Recolhimento de Nossa Senhora da Glória do Recife, Conceição de Olinda e Sagrado Coração de Jesus de Igarassu.

Bloco das Pás de Carvão desfilou nos carnavais de 1888, 1889 e 1890. Em março do último ano, porém, mudou o seu nome para Clube Carnavalesco Misto das Pás. A primeira notícia impressa sobre ele saiu publicada no dia 4 de março de 1905, no jornal Diario de Pernambuco. Por sua vez, a cada 13 de Maio — dia da Abolição da Escravatura —, o clube realizava uma passeata pelo Recife, em homenagem ao pernambucano e abolicionista Joaquim Nabuco.


O clube possui o estandarte mais antigo, que data do começo do século XX. O primeiro deles foi confeccionado em veludo, acolchado de algodão, forrado com cetim e bordado com fios de ouro. O desenho do estandarte ficou a cargo de Manoel de Matos, sendo que as monjas beneditinas do Convento do Monte de Olinda o confeccionaram. No desenho, estão evidenciadas folhas de acanto e outros elementos barrocos, o monograma do clube, além de franjas e pingentes dourados. Observam-se,  também, duas máscaras e uma boneca fabricada em porcelana francesa.

sábado, 27 de agosto de 2011

O jornalismo no filme Intrigas de Estado

A sacada mais interessante do filme Intrigas de Estado (2009), dirigido por Kevin Macdonald, é o confronto geracional entre o velho e o novo jornalismo. Representados pelos jornalistas Cal McAffrey (Russell Crowe) e Della Frye (Rachel McAdams), respectivamente, o poder midiático apresentado na trama congrega ficção e realismo num thriller inteligente, com diálogos e interpretações pontuais. Todo o cenário e as cenas são construídos de modo que o telespectador tenha a certeira sensação de estar dentro de uma redação de um jornal, desde as aventuras e os riscos que os jornalistas precisam enfrentar para conseguir encontrar e entrevistar as fontes até a pressão diária vivida por esses profissionais para entregarem as matérias antes do deadline.
Cal é um jornalista veterano, sem muitas pretensões materiais e repórter especial há um bom tempo; Della está mais para uma “foca”, jargão utilizado no jornalismo para denominar a falta de experiência de quem está no início da carreira jornalística, e escreve para a plataforma digital do jornal, o blog. Os dois fazem parte da equipe do Washington Globe e têm apenas oito horas para investigar o assassinato de Sonia Baker, amante do político e congressista Stephen Collins (Ben Affleck) — que é um grande amigo de Cal — e supostamente executada a mando da poderosa PointCorp, uma organização que fornece serviços armamentistas para países do Oriente Médio, como o Afeganistão e Iraque. Diferentes, porém trabalhando no mesmo jornal, ambos possuem o mesmo caso a apurar e acabam se unindo para conseguir uma grande reportagem que desvende a suposta conspiração americana e, de quebra, ajudar a vender muitos jornais nas semanas seguintes.
O filme se desenrola com a perseguição tanto de Cal como de Della atrás dos principais acusados dos crimes que vão surgindo ao longo da história. A princípio, Cal tenta fazer tudo sozinho, sem a ajuda da colega, porém, quando os fatos vão se alinhando e os problemas não conseguem ser controlados pelo jornalista, eles finalmente juntam as forças, pois o próprio Cal percebe que Della tem muito talento e força de vontade para continuar a apurar um caso tão chocante e que envolve tantas pessoas poderosas e importantes. A editora-chefe do Washington Globe, Cameron Lynne (Helen Mirren), figura bem a questão da ética jornalística em ter de decidir até que ponto a apuração e a divulgação dos fatos devem ir — ela fica numa saia-justa em vários momentos do filme por conta da alta cúpula diretora do jornal que não quer comprometer o funcionamento do impresso e ao mesmo tempo quer vender bastante as notícias de uma forma bem sensacionalista.
Ao final de Intrigas de Estado, logo após sequências de muita adrenalina na tela, vemos uma bela parada no suspense para apreciarmos o fatídico processo da escrita da reportagem, que, ao chegar às bancas e na casa dos assinantes ao amanhecer — ou, no caso do blog, depois de apertar o botão “publicar” —, milhares de leitores passam a conhecer as histórias contadas na maneira da pirâmide invertida sem ao menos ter a noção de como foi difícil e estressante conseguir juntar aqueles pouco mais de duzentos toques na frente do computador e assinar o texto, e que, paradoxalmente, é muito gratificante para quem exerce a atividade jornalística com paixão enfrentar todo esse processo. O último take do filme é de encher os olhos, uma sequência do processo da impressão dos jornais se movendo e sendo organizados nas máquinas enormes da gráfica. É de se sentir que o jornal, independentemente da plataforma que se utilize, sempre fará parte da sociedade mesmo que, para isso, tenham que aposentar o papel num futuro bem próximo para dar lugar a interatividade nos tablets e iPads muito mais modernos que as folhas de enrolar carne.

sábado, 20 de agosto de 2011

Internet, dromocracia e democracia


Dromocracia. Do grego Dromo, significa velocidade, característica da época atual. O professor da PUC-SP Eugênio Trivinho, em entrevista no dia 23 de setembro de 2009, à revista Istoé, afirmou que o homem está condenado a exclusão digital. A afirmação parece um paradoxo diante dos inacreditáveis avanços tecnológicos que estamos vivenciando, e confronta diretamente o universo daqueles que alimentam constantemente o mundo virtual.

Na visão do professor, a rede mundial de computadores é democrática quando o acesso a todos os espaços é desimpedido. Porém, quando há senhas e interesses econômicos que limitam o acesso à informação, quebra-se o valor democrático da internet. Para Eugênio, a inclusão digital é uma utopia, um mito.

Mas, se compararmos a internet com os outros meios de comunicação (TV, rádio, impresso, etc.), há um avanço considerável da participação popular, e, consequentemente, uma inclusão do ponto de vista do compartilhamento e conhecimento das informações. Não existe plenitude democrática nos espaços sociais, e nos meios de comunicação não seria diferente, seja por dificuldade de acesso ou por falta de aptidão e interesse das pessoas.

Quem escreve para blogs e redes sociais, na maioria das vezes, são pessoas anônimas e que querem ser reconhecidas por aquilo que compartilham neles. Querem ser incluídas. A internet possibilita isso muito mais que qualquer outro veículo de comunicação de massa, não temos dúvida, e numa velocidade de resposta e reconhecimento muito maior. A dromocracia e a democracia podem ser sim executadas no mundo virtual. Só basta a sociedade querer e perceber que existe lugar pra todo mundo, mesmo que esse espaço você não seja aproveitar da melhor maneira possível para se ser ouvido e visto.

sábado, 13 de agosto de 2011

Campanha contra a Pólio vacina milhões de crianças em todo o Brasil


Quase 7,2 milhões de crianças menores de 5 anos foram vacinadas sábado (6), durante a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, realizada em todo o País. Os dados são de uma pesquisa parcial feita pelo Ministério da Saúde no mesmo dia. A previsão é que o resultado final seja divulgado até o fim de agosto.

O resultado preliminar da segunda fase mostra que, até as 17h30 do sábado, as secretarias estaduais e municipais de Saúde informaram ao Ministério que 7.154.830 crianças haviam sido vacinadas em todo o Brasil. O número divulgado é parcial e sofrerá alterações, à medida que os estados e municípios atualizem a pesquisa.

A primeira fase da campanha, realizada em 12 de junho, imunizou 14 milhões de crianças, e a meta é vacinar 14,6 milhões, representando 95% do número exigido. Para atingir a meta de imunização, foram distribuídas 24 milhões de doses da vacina.

Pais ou responsáveis que não levaram os pequenos para tomar a gotinha devem procurar os cerca de 115 mil postos de vacinação montados na rede pública de saúde.

Olá!

Este blog  foi criado com o intuito de experimentar as mídias digitais para o jornalismo. Nós, Priscila Miranda e Maiara Melo, estudantes da Universidade Católica de Pernambuco, vamos abastecer o espaço durante o período das aulas de Jornalismo e novas tecnologias, do professor Dario Brito. Boa sorte para nós!